sábado, 18 de junho de 2011
Que palhaço...
Aí vou eu...
é melhor você se cuidar
posso partir seu coração em dois
É verdade...
Não é difícil perceber
Apenas olhe nos meus olhos
Eu te coloco pra cima
Só pra depois te colocar pra baixo
Que palhaço!
Pois todos sabem...
As coisas que faço pra agradar
Sou apenas uma provocadora
Veja o modo que eu ando...
O modo que eu falo...
VocÊ está escrito no meu livro
VocÊ é apenas um numero, dê uma olhada
Eu vou sorrir pra você chorar...
Que palhaçço!
Garoto! achou mesmo que eu seria sua?
Oh! que fofo, ele achou...
Mas antes que eu comece
Você já está cansado
Vou te fazer de bobo!
e é verdade...
Todos sabem...
Que palhaço!
por: Anuxah''
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Onde se encontram os espíritos reconhecíveis, como, quando? Sem endereço, sem nome, sem cara, só a poesia. A poesia - a tua poesia - que garante a partida, que poderia ferir outro alguém, mas me encanta, porque todos os seres voláteis mostram-se gigantes demais num mundo tão calado. Queria recitar ao teu ouvido, ter certeza de que és verdadeiramente real, de carne e osso, que não é só voz, tinta e rima. Leio e releio tuas cartas mandadas ao acaso e às escondidas, o teu suspiro ainda ecoa por aqui, arrepiando a nuca, brotando o riso no canto dos lábios, molhando os olhos. Menino que habita o universo dos sonhos; menino que entrou sossegado, sem pressa, sem arma ou escudo, descalço, pisando leve, de máscara e com um violão; menino intenso, imenso, incêndio, todas as portas se abrem para que tu passes por dentro do meu peito. Tu não precisas de escadas para encontrar esse céu que tornaste nosso. Tu não precisas de nomes para conhecer o amor. Ele brinca contigo, de má fé, mas tu reages com o voo, dás a volta por cima, vens para mim, divides tristeza, choras no pano do meu vestido colorido. Eu te sinto, menino, de modo inteiro. Pulsa, por ser tão grande, por quase estourar a garganta, por precipitar os silêncios - únicos combatentes na grandiosidade que trouxestes. Estou naquele banco de rodoviária imaginária te esperando, mas tu sentas ao meu lado sempre que decides ir embora, é melhor que um abraço, é um beijo não dado que reconforta a vida, a sobrevida e a morte. Tu, meu menino, és a própria morte - linda, onipresente, totalitária, que me doma e me aflige todos os dias, que afaga meu cabelo e sorri sabendo que uma hora serei completamente dela. A cabeça dói, coração geme, é espaço apertado pra tanto vinho.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
encontro
As luzes se apagaram mais cedo naquela noite...
E os vultos que até então permaneceram imóveis começaram a escorrer pelas paredes...
O frio invadiu o meu quarto sem vida, olhos perseguiam os meus movimentos...
Sombras se aproximavam e tocavam os meus cabelos... as sombras eram frias... eram suaves...
Eles queriam invadir minha mente, apoderar-se dos meus sonhos...
Eram vampiros d'alma!
Eles me cercavam, eu queria escapar...
Senti que me seguravam... Eu não podia lutar!
SEntia aquelas coisas me tocarem levemente nas faces...
Eu sinto medo... mas eu me esforço...
e permaneço... em silêncio.
Eles acorrentaram os meus sonhos...
Estava tão aflita... minha alma estava se perdendo...
Até que as luzes se ascendem...
Os vultos se foram...
Mas dentro de mim a sensação permanece...
A escuridão inundando meu espírito...
E ainda hoje a cada vez que a luz se vai para dar lugar a escuridão
Aquelas presenças estão próximas... muito próximas...
mas agora o medo já se foi... E eu não tenho nada o que temer...
Porque agora eu sou do tamanho delas!
posso lutar! Posso fazer com que elas me obedeçam...
Por que agora a segurança acompanha meus passos
E as sombras não se atrevem a me tocar...
por: anuxah...
sábado, 4 de junho de 2011
#desabafo#
As vezes eu sinto que a culpa é minha...
que todas essas coisas nascem dentro da minha cabeça... Nos meus sonhos...
E se eu não sonhasse? As coisas aconteceriam da mesma forma?
Talvez não... E se o curso das coisas dependerem dos meus sonhos?
Quantos eu já matei? Quantos eu já fiz sofrer?
Mas eu não escolhi! Eu não quis saber de tudo isso! eu juro que não quis...
Sinceramente eu não sei por que essas coisas acontecem comigo... Porque essas sombras insistem em me pedir ajuda... E não sei porque desconfio daquele que esteve comigo desde o ínicio...
Eu não sei de tantas coisas...
Mas eu posso sentir quando alguém mente, eu posso sentir...
eu posso tocar a alma das pessoas, eu posso fazer com que tudo pareça normal...
Eu posso dissimular... posso forçar situações... posso saber o que pensa... o que sente...
Mas a única certeza que eu tenho é que eu não escolhi isso! Eu não pedi pra ter esses sonhos, pra fazer essas coisas... Eu não pedi...
Essa é uma escolha que eu não fiz!
por: anuxah...
Os sonhos voltaram...
Dessa vez havia um anjo comigo, um anjo de asas negras e imensas, Com o olhar puro e sombrio...
Não obtive dele nenhuma energia, nenhuma sensação... nada... Apenas caminhávamos em silêncio e de vez em quando ele me olhava nos olhos como se aquilo tudo precisasse ser decifrado...
O jardim era cercado por altos muros, de modo que nehuma luz entrava no lugar, me lembro de ter pensado que ali todos os dias seriam nublados... completamente nublados... como eu tanto gosto.
Não se podia ouvir nenhum som, nenhuma nota de vida...
A morte era a única coisa presente ali... Era triste e melancóllico, mas ao mesmo tempo era puro e tranquilo.
Depois de um tempo as coisas começaram a mudar, o anjo havia desaparecido, e vultos sem rosto giravam em torno de mim... Corpos sem coração se amontoavam uns sobre os outros...
Então eu pude perceber que aquele era o lar dos condenados... Era o próprio inferno...
Eu não sabia o que fazer, eu estava sozinha... E só eu sei como foi difícil...
Me sentei sobre um dos túmulos e abaixei a cabeça fazendo um enorme esforço para acordar... A essa altura eu já podia sentir o toque daquelas coisas, daquelas sombras. Um lobo uivava como se pudesse me passar alguma mensagem, mas eu não podia entender, ele estavam muito distante... estava em outro plano... As sombras estavam se apoderando de mim... e os uivos insistiam...Eu queria entender... Eu queria acordar...
Eu fechei meus olhos e pensei em desistir... Senti uma respiração diante do meu rosto, pensei que fosse o lobo,senti uma estranha confiança, mas quando abri meus olhos tudo o que vi foram as paredes do meu quarto escuro... Eu já estava de volta, respirei fundo e me perguntei até quando aquilo cntinuaria...
por: Anuxah...
filha da noite
Apesar das lágrimas, das feridas e da dor, eu continuei. Entre as pedras e espinhos, pelos longos dias, pelas duras noites, eu continuei.
Meus pés estavam cansados e meu sangue se esparramava pelo caminho tortuoso.
E ainda dói. Ainda sangra. E eu não cheguei a lugar nenhum, por que np final não haverá um lugar pra mim. Sou filha da noite, moro no vento, me abrigo ns chuva...
Continuo ainda... com o sangue... com a dor...
Rumo a noite...
Rumo ao nada...
por: Anuxah
sábado, 28 de maio de 2011
Só eu sei...
Só eu sei que não esqueci teus olhos puros...
Que ainda sonho com seu hálito quente
E pelos becos escuros
te buscarei eternamente.
Só eu sei que choro escondida...
Que o sentimento ainda é forte
Que eu estou perdida
Que eu chamo a morte...
Só eu sei da paixão recolhida...
das noites apavorantes...
Da esperança perdida...
Dos dolorosos instantes...
Só eu sei da dor em meu peito...
dos olhos tristes e marejados...
do plano que já foi perfeito,
dos retratos que estão guardados...
Só eu sei que está acabando...
Que não preciso que se importe...
Eu estou definhando,
Esperando a triste morte.
por: Anuxah...
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